Broncas de início do ano

Ocupados

Até março deve estar pronto o meu projeto de despedida do CMI – Centro de Mídia Independente, digo o documentário “Ocupados”. Essa versão tem os fatos de 2007. Até abril pretendo soltar um corte final abrangendo o Ocupação da Reitoria da UFPR, ocorrida em 2005, o seu desfecho em 2006 e a outra ocupação que ocorreu em 2007.

A imagem está ruim, mas assistível. O som está lastimável. O que dá pra fazer com o som é normalizar ele, diminuir os ruídos e por legendas em alguns diálogos e falas. Desse projeto pouca coisa me agrada, não sou mais adepto da filosofia: uma câmera na mão e uma pedra na outra. Atualmente prefiro planejar antes de filmar e não improvisar na hora.

O vídeo foi e está sendo feito inteiramente em software livre, serão ao todo 3 médias em um único DVD. A produção é precária, feito as próprias custas e com uma apóio tímido da APUFPR (gestão 2005). Os vídeo foi feito para consumo interno do movimento estudantil e nesse espaço, ao meu ver, deve transitar.

Subsistência

Dos meus projetos encalhados, esse é o que dura a mais tempo. Até final de março devo ter um corte definido. Vamos ver o que dá.

Inscrições

Esse vídeo, que está em finalização, foi um registro que fiz no dia 4 de fevereiro. É uma moçada que mora perto de casa e que me deixou filmar o momento em que estavam fazendo um grafite.

Pântano do Sul

Durante o final do ano passado fui para Florianópolis,  fiquei no Pântano do Sul, extremo sul da ilha. Fazia mais de 8 anos que não ia para esse local, a praia na minha memória era um lugar calmo, habitados por pescadores. Hoje em dia é movimentada, com turistas, muitos deles são gringos.

Tinha planejado treinar enquadramentos e eixos de câmera nesse projeto. A idéia é simplês, planos fixos e contemplativos do local. Filmaria a praia, os pescadores, flora e fauna local. O ponto auto do documentário  seria o registro da chegada de um barco de pesca. Onde os pescadores limpam e comercializam os peixes na própria praia.

Porém, as coisas mudaram. Não consegui boa parte das imagens pretendidas. Apesar da frustração inicial, o material está bom, rende um curta-metragem. Pretendo dividir o filme em 3 segmentos. O primeiro denominado “Mar”, o segundo “Pesca” e o terceiro, e não muito brilhante, “Praia”.

Cada segmento terá mais ou menos 3 minutos e planos um pouco longos, com uma duração de 30 segundos ou 1 minuto.  Pretendo escolher 2 editores para editar 2 desses 3 segmentos e eu mesmo editar outro.

listas – janeiro de 2009

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RECOMENDO

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Gomorra

Ficção / 137′ / 2008

Direção: Matteo Garrone (Itália)

Motivo: O filme é bom, apesar da banca que a mídia fez sobre ele. São várias estórias entrelaçadas, algumas boas. O diretor tenta dar um certo realismo utilizando alguns clichês presente no cinema moderninho, vulgo alternativo ou indy (como preferir). Tenta fazer denúncia com uma linguagem publicitária. O personagem que mais me agradou foi o costureiro.

Waltz With Bashir

Documentário, Animação / 90′ / 2008

Direção: Ari Folman (Israel)

Motivo: Esse documentário, uma aberração no meio de tanto lixo que tem saído ultimamente, trata de um tema espinhoso, o Massacre de Sabra e Shatila. A proposta é genial: fazer um documentário animado, utilizando técnicas de rotoscopia e animação flash. As animações ilustram situações relatadas nos depoimentos, que também são animados. A direção de arte de David Polonsky é impecável. Só o ritmo e as imagens já valem o filme.

Câmara Viajante

Documentário / 20′ / 2007

Joe Pimentel (CE)

Motivo: A estrutura do filme não me agradou muito, mas os depoimentos e o registro do registro da imagem compensam alguns equívocos estruturais.

Dreznica

Documentário / 14′ / 2008

Diretora: Anna Azevedo (RJ)

Motivo: Feito com imagens de arquivos e depoimentos, esse documentário foi o melhor curta da Mostra Hors-Concours do mal organizado Festival do Júri Popular.

Dossiê RÊ Bordosa

Animação, Documentário / 15′ / 2008

Diretor: César Cabral (SP)

Motivo: Não precisa de motivos. Assista!

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NÃO RECOMENDO

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O Sol – Caminhando Contra o Vento

Documentário / 90′ / 2006

Direção: Tetê Moraes

Motivo: Esse “filme” não passa do saudosismo. Tem muito gente aparecendo sem necessidade, exemplo claro – Ittala Nandi. As imagens de arquivo e as entrevistas são péssimas. A diretora conseguiu fazer algo pior que o Sonho de Rose. Não esperava muita coisa, apesar de gostar  de  Terra para Rose, da mesma diretora.

Romance 38

Ficção / 15′ / 2008

Diretores: Vincíus Casimiro e Vitor Brandt

Motivo: Não tem roteiro, não tem direção, não tem decupagem, não tem metalinguagem. Típico lixo universitário, moderninho da cabeça aos pés.

Engano

Ficção / 11′ / 2008

Diretor: Cavi Borges (RJ)

Motivo: O filme é ruim. O dispositivo fílmico proposto é medíocre.

Os Filmes Que Não Fiz

Fição / 15′ / 2008

Diretor: Gilberto Scarpa

Motivo: Teria feito um bem ao cinema brasileiro se não tivesse feito esse filme. É lastimável quando dão dinheiro público para desperdiçarem. Parece que isso está virando até uma profissão não Brasil da Lei do Incentivo.